Técnico em Logística: KPIs que o CD Cobra no Dia a Dia
Você já começou o turno e o primeiro pedido do supervisor foi o número de pedidos entregues completos e no prazo? Essa é a realidade de quem trabalha com logística em centro de distribuição.
Rotina real do técnico em logística dentro do CD
Na segunda de manhã o técnico em logística chega, abre o sistema de gestão e verifica os pedidos pendentes. Ele conversa com o time de separação, checa se as etiquetas estão corretas e resolve pendências de conferência. Depois caminha até a área de expedição para acompanhar o carregamento. O dia mistura planilha, rádio e conversa direta com operadores. Nem sempre dá para resolver tudo antes do fim do turno, e isso faz parte do trabalho.
Principais indicadores de desempenho cobrados
O CD não cobra números aleatórios. Ele cobra métricas que mostram se o fluxo de mercadoria está rápido, correto e barato. Os mais cobrados são:
- OTIF (On Time In Full): mede se o pedido saiu completo e na data combinada. O técnico precisa registrar cada desvio e apontar causa raiz.
- Giro de estoque: calcula quantas vezes o produto entra e sai no período. Baixo giro significa mercadoria parada ocupando espaço.
- Precisão de inventário: compara o que o sistema diz com o que está no endereço físico. Divergências geram contagem extra e retrabalho.
- Tempo de ciclo do pedido: conta desde a entrada do pedido até a expedição. Reduzir esse tempo exige coordenação entre picking, embalagem e conferência.
Esses números aparecem em reuniões diárias ou semanais. O técnico que domina o conceito consegue explicar o porquê do resultado e propor ajuste simples.
Como esses KPIs afetam o dia a dia
Quando o OTIF cai, o técnico precisa revisar as ordens de separação do dia anterior e falar com quem montou a carga. Se o giro está baixo, ele marca reunião com o comprador para ajustar previsão. A precisão de inventário baixa costuma aparecer depois de inventário cíclico e exige contagem física extra. O trabalho não é só preencher planilha: é investigar, conversar e ajustar processo no momento.
Normas e boas práticas do setor
O Ministério do Trabalho e Emprego publica normas que orientam a organização do trabalho em armazéns. Seguir procedimentos de conferência e registro ajuda a manter os indicadores estáveis. Muitos CDs também seguem recomendações da ABNT para identificação de cargas e movimentação. O técnico que conhece esses referenciais consegue argumentar com base em regra, não só em opinião.
De acordo com dados do CAGED de 2023, a ocupação em logística continua demandando profissionais que entendam de controle de indicadores. Quem já está no setor relata que o maior desafio não é o volume, mas a pressão por números consistentes todos os dias.
Dúvidas comuns sobre a função
O técnico em logística precisa de registro profissional?
A função não exige registro em conselho como CREA ou CRC. O que o mercado pede é domínio dos sistemas e dos indicadores.
Qual a diferença entre curso técnico e curso profissionalizante?
O técnico segue carga horária e matriz definida por órgão oficial. O profissionalizante qualifica para a atividade, mas não substitui a habilitação técnica.
É possível estudar enquanto trabalha no CD?
Muitos profissionais fazem exatamente isso. Veja dúvidas sobre estudar a distância e organize o tempo conforme o turno.
FAQ
Quais equipamentos o técnico usa para acompanhar KPIs?
Tablet ou notebook com sistema WMS, rádio comunicador e planilha de conferência.
O que acontece se o OTIF ficar abaixo da meta?
Gera reunião de análise e plano de ação com prazos curtos para correção.
O técnico só cuida de números?
Não. Ele também resolve problemas de layout de rua, avaria de mercadoria e comunicação com transportadora.
Para quem já lida com esses números no dia a dia e quer aprofundar o entendimento de KPI logístico, as próximas turmas começam em breve e as vagas estão limitadas. Comece agora.
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